quarta-feira, 2 de julho de 2008

Conta gotas

Quero nada um amor com hora marcada

Nem quero ter que contar as gotas do tempo

Dos segundos poucos que te vejo passar pela calçada

Ando a desperdiçar meu amor

Com teus beijos que só me encontram aos pedaços

Um sofrimento do que sequer vivi

Um dormir e um acordar dolorosos

Essa ansiedade de chegar em casa abraçado pela saudade

Do que não me foi permitido dizer

Amor é para poucos que não tem medo de viver

Não quero sentir o passado com o presente no futuro intocável

Quase sempre me recordo de um sorriso perdido

Eu quero dar sossego ao meu coração

Fui gostar de quem não gosta de ninguém

E hoje só me apraz cantar

Aos acordes e compassos de uma canção que pudesse te acordar

E que vá depressa embora a saudade que mora no meu coração