quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Melíflua acidez


Kiwi kantiano
Levemente ácida
A experiência crua interpretada
A consciência nua arrancada
Remove o mundo real

Arrastões empíricos da razão posterior
Uma canção arrebatadora a procura do amor
Surge leve
Inspiração intermitente
Ardente como o champanhe

Traga um sorriso sarcástico
Expele pétalas indeléveis
Vermelho, Azul
Parcas palavras
Tudo dito ao hiato


Rema
Repele
Renova
Revoga
Respeite



Interior e reza
Como orações silenciosas
Obra ideal ou concreta
Desperta para a satisfação
De ser, não ser, querer e flutuar


Nada é definitivo
De cheio, de longo, de futuro
Caminha de salto pelas pedras cristalinas
Tem brilho e maciez no caminho
O tapete será melífluo

Yin, yang
A dívida é dí-vida
Partícula infinitiva
As letras estão curtas como devem ser
A melopéia textual


Williams Vicente
Mossoró, 27 de outubro de 2011
Para Katriny Rêgo

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Os dias



A hora é da aurora
Au revoir ralé
Babylon me espera
Champanhe Ilusão borbulha
Sonhar só custa angústia
O resto é doce
Sem se preocupar com amanhã
Junto os pedaços
Por esses dias
Aqueles dias
Desejo não haver dias

sábado, 15 de outubro de 2011

Revolução Sinódica


A lunação samba em ritmo Minguante
Nasce à meia-noite e se põe ao meio-dia
Sua face iluminada é um grande Arco
A flecha dispara sempre em direção ao Astro-Rei
Mesmo que o Sol não esteja mais acima do horizonte

Nova, Crescente ou Cheia
Lá no Céu é onde está o Amor.
Tem a mesma intensidade de seu pisar na areia
Daquela praia
Daquele mar que nasce

A viagem é uma só
Mas do Céu para a Terra
O Amor também quer te ver
O amor dói quando vê
Imagina quando se esconde como a Lua

Carrega na mente o Duelo
No rosto a metade da Felicidade
No peito a Saudade
Sobe ladeiras no compasso do frevo
Abastece o coração 

Lapa Carioca Abrasiva
Buenos Aires Perfumada
Campina Grande de Buquês
Natal completa os Ciclos
Mossoró Início 

Arranca pedaços para lembrar
Anota no papel que tem
As flores tem que estar vivas
Para lembrar, para lembrar
O Papel que a alma tem 

Um labirinto
Não há como descrever numa linda frase
Dá para pontuar
É permitido amar
E cuidar
  
De Si
De Você
De Tu
De Ti
De Nós

Ilusão
Frio e Calor
Agora a paixão
Depois o pé no chão
Riso etéreo

A Lua é sempre diferente
Porque o Sol a ilumina todo dia
O fio cultivado
Precisa ter a força de um alicerce
Onde repouse a magia


Williams Vicente
15-10-11
Concluída às 3h24 AM
Para Ana Cláudia Barbalho, um amor.