Foi o vento que veio do mar
Que quando bateu em mim
Me trouxe pra cá
O assobio também me disse
Que era nessa terra que eu iria plantar
Só tenho do solo a raiz
Um calor esquisito, mas um calor envolvente
O vento assopra para o imprevisível
Me carrega com ele
É um passo, é um passo
Como quem teve os olhos arrancados
Para pagar pelo castigo de amar
De uma hora pra outra o tempo brota
Essa tempestade que alimenta a distância
Atea chamas
Polindo a loucura com ridículas histórias crônicas e declarações de amor. Meus verbos não são poemas, mas me permita discorrer. Escrevo textos para poesias. Semelhanças com fatos reais serão puramente coincidências. Não falo de mim, falo de ser. Porque Narciso acha feio o que não é espelho. Você gostaria de tentar?
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Conta gotas
Quero nada um amor com hora marcadaNem quero ter que contar as gotas do tempo
Dos segundos poucos que te vejo passar pela calçada
Ando a desperdiçar meu amor
Com teus beijos que só me encontram aos pedaços
Um sofrimento do que sequer vivi
Um dormir e um acordar dolorosos
Essa ansiedade de chegar em casa abraçado pela saudade
Do que não me foi permitido dizer
Amor é para poucos que não tem medo de viver
Não quero sentir o passado com o presente no futuro intocável
Quase sempre me recordo de um sorriso perdido
Eu quero dar sossego ao meu coração
Fui gostar de quem não gosta de ninguém
E hoje só me apraz cantar
Aos acordes e compassos de uma canção que pudesse te acordar
E que vá depressa embora a saudade que mora no meu coração
sábado, 28 de junho de 2008
Um Quarto
VOCE SOUBE ONDE PERFI?
VOCE SOUBE O QUANTO EU GOSTARIA
VOCE SABE ONDE PERDEU E ONDE EU ESTARIA
É COVARDIA AMARGA COMO A GRAVIDADE SONORA
QUE ABATE O PEITO NESTA HORA
SÃO AS DORES QUE DÃO SINAL DE VIDA
DÓI COMO A MAIS SEVERA
DAS AGONIAS E TENTAÇÕES
DESLIZA POR CIMA DAS OUTRAS
E NO COMEÇO
OU NO FINAL DO DIA
É SEMPRE ELA QUE ATORMENTA A MAIOR DAS PREOCUPAÇÕES
UMA DÚVIDA QUASE INCESTUOSA
SE LEVA A VIDA BELEZA
OU SE TRAZ A TRISTEZA DA FRAQUEZA
DE NÃO TER CORAGEM DE SE EMBRIAGAR DE SI
ESTEJA ALERTA PARA A OBRIGAÇÃO NATURAL DE AMAR
NÃO HÁ OUTRA SAÍDA A NÃO SER PAGAR O PREÇO
DE ACABAR SOZINHO PELO MEIO DO CAMINHO
CASTIGADO PELA ATMOSFERA INFERNAL DA SOLIDÃO
VOCE SÓ GANHA AQUILO QUE VOCE MERECE
VOCE SOUBE O QUANTO EU GOSTARIA
VOCE SABE ONDE PERDEU E ONDE EU ESTARIA
É COVARDIA AMARGA COMO A GRAVIDADE SONORA
QUE ABATE O PEITO NESTA HORA
SÃO AS DORES QUE DÃO SINAL DE VIDA
DÓI COMO A MAIS SEVERA
DAS AGONIAS E TENTAÇÕES
DESLIZA POR CIMA DAS OUTRAS
E NO COMEÇO
OU NO FINAL DO DIA
É SEMPRE ELA QUE ATORMENTA A MAIOR DAS PREOCUPAÇÕES
UMA DÚVIDA QUASE INCESTUOSA
SE LEVA A VIDA BELEZA
OU SE TRAZ A TRISTEZA DA FRAQUEZA
DE NÃO TER CORAGEM DE SE EMBRIAGAR DE SI
ESTEJA ALERTA PARA A OBRIGAÇÃO NATURAL DE AMAR
NÃO HÁ OUTRA SAÍDA A NÃO SER PAGAR O PREÇO
DE ACABAR SOZINHO PELO MEIO DO CAMINHO
CASTIGADO PELA ATMOSFERA INFERNAL DA SOLIDÃO
VOCE SÓ GANHA AQUILO QUE VOCE MERECE
domingo, 27 de abril de 2008
Aqui por um tempo, só!
Porque nesta vida tu não me queres
Aqui por um tempo, só
Deixas de besteira
Espero a próxima
Onde tenhas reencarnado para ser
Sou bandido
Talvez porque moro longe da praia
O sol daqui é onda
Não existe onda nas ruas, nem aqui em casa
Tu és uma onda
Eu deveria estar lá?
Eu sou maior que o mar
Venhas mergulhar
Espere que vou
Duvido
Tu tens medo do mar
Tenho sim!
O mar me deixa e te deixa sem jeito
Tu ainda dizes que não estás preparado para enfrentar o mar
Uma hora a maré vai subir e te alcançar
Tu te arriscas a nadar ou morrerás afogado na solidão
Aqui por um tempo, só
Deixas de besteira
Espero a próxima
Onde tenhas reencarnado para ser
Sou bandido
Talvez porque moro longe da praia
O sol daqui é onda
Não existe onda nas ruas, nem aqui em casa
Tu és uma onda
Eu deveria estar lá?
Eu sou maior que o mar
Venhas mergulhar
Espere que vou
Duvido
Tu tens medo do mar
Tenho sim!
O mar me deixa e te deixa sem jeito
Tu ainda dizes que não estás preparado para enfrentar o mar
Uma hora a maré vai subir e te alcançar
Tu te arriscas a nadar ou morrerás afogado na solidão
domingo, 6 de janeiro de 2008
Espias
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Meu egoísmo é doce e bonito
Sempre fui um ser repleto de amor,
Se trata de nós,
bichos prazerosamente complicados na terra
Amor outrora latente, mas amor
Tomar banho para quando você chegar
Vou e volto
Chego agora quase essa hora
Boêmia aprisionada
Retorno da parte
Aprendendo a conviver
Eu faço o que gosto
Compenso com o que escolhi fazer
Lido com a vida
A solidão é so mesmo
Eu fico só para entender que faço minha comida
Moro
A solidão, ela me acompanha sempre para me lembrar do amor
Eu vivo disso
Vivo de escrever
Minha escrita está se acabando
Mas não a resumo a coisa bonita
Naõ pareço ser uma pessoa boa
Faz bem ser uma pessoa boa
Com paixão e medo pelo eu
Vamos todos para mais do mesmo
Seremos comidos debaixo da terra
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