Clara e doce como mel que cai da nuvem
Branca tão vermelha
Corada aos compassos e descompassos
Porque a leveza do ser é tão transparente
E tão turva quanto o amor pode ser
Luminar espalha o vento
Para qualquer coração é alento
No Céu ou na Terra
Divina ou Profana
Diastólica
Amanhece clericata,
És comensal
Sem pedir licença
Ouço o romper de tuas artérias despetaladas
Vagarosa e circunspecta inspiração
Ruído ermo na ponta do peito
O clarim da clemência
A trilha sonífera da dor
Do caminho núbil
Até os fios cãs
Idílica
Enquanto você dorme, escrevo
E passo assim noites e dias
No seu posto de lenda
Dentro, a paixão
Sacristia saliente
Pudica ou impudica
Conheço tua alma lavada
Teu vagido
Menina rosa
Santificado e eterno teu nome seja
Tua pureza e tua malícia velejante
Teu astral vernal
Tua compaixão
Teu amor fatal
Ama-te
Pise e fique sem chão
Corra e Pare
Teu mistério é um privilégio
Náiada
Williams Vicente para Clarissa Paiva. Seja Feliz
Mossoró-RN, 11 de novembro de 2011
