
Polindo a loucura com ridículas histórias crônicas e declarações de amor. Meus verbos não são poemas, mas me permita discorrer. Escrevo textos para poesias. Semelhanças com fatos reais serão puramente coincidências. Não falo de mim, falo de ser. Porque Narciso acha feio o que não é espelho. Você gostaria de tentar?
sábado, 29 de dezembro de 2007
Há festa

sábado, 22 de dezembro de 2007
Retrato da poesia de trás pra frente
Retrato o passado como se é
Duro como perfume de madeira açucarada
Duro sempre o tempo Quê
Aguardo a água fotografada
Fotografia é para paquerar
Capturar e paquerar o espírito das Pessoas
De corpo
De porco
E alma
Amada seja a saliência do pensamento
Descoberto de amor
Cobertor que afaga a maledicência
Inocência fala muito
Essência se incorpora
Lucidez também se namora
Quer pensa em saber de Quê
Para vai amar
Palavras maísculas são para Pessoas
Quem e Você, Têm e Paciência, Somos
somos Nós nos referindo ao nó do amor
sábado, 17 de novembro de 2007
Pré-pós: fichado em Hollywood

Endoida, mistura tudo
domingo, 16 de setembro de 2007
Brecha
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Doce de leite
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Elementos
Extensão e estado exato
Da ternura pura
Da pura ternura dos pecados
Dos pecados,
Guardo a intimidade
Da imaturidade impiedosa
Do castigo,
Trago no peito as essências dos tremores
Do perdão,
Amo.
Desejos do proscênio, relâmpagos que mordem
Saudade indecente
Formosura celeste
Surrealidade que pinta um coração profano de sentimentos incontáveis
No trono meu repousa a mais bela das almas
Da maternidade do espírito.
Correrei sobre os mares para protegé-la da chuva
De águas santas que banham minha eternidade.
Os pés nas ruas abrem caminho para a liberdade
De amar
sexta-feira, 29 de junho de 2007
Paraíso Tropical - Capítulo VII - Final
terça-feira, 19 de junho de 2007
Paraíso Tropical - capítulo VI - Noiva em Fuga

Beijar sem ser é nauseabundo por demais. De uns tempos pra cá, a idade andou beirando os 30. Então, naturalmente creio que nós passamos a gostar de fazer sexo com a cabeça de cima também. Vem daí a novidade, a atração pelo conjunto da obra. Isso sem complexos e vitimização de mim, esclareço. É uma questão de prática. Nessa jornada tenho passado por picos de pouca altura e neblinas. Muito mais neblinas. É uma novela. Eu sinto um aperreio de não gostar nem de me olhar. E? Não me resta mais paciência para ter que estar me apresentando, me justificando e liberando a tradicional verborragia dos que reclamam da vida ou tem fama que reclamam. Não sou uma pedra, mas preciso de silencio. Certas idéias que nao me competem revelar me corroem muito mais do que não ter. E tenho resistido para que a vida não me prostitua. É um pulsar angustiado todo santo ou diabólico dia, há alguns anos.
E ainda temos que provar a nós e a todos, o tempo todo, alta dosagem de honestidade. Cansamos.
Sou um pedaço de quê? Não desejo transformar o que é bom e a única coisa que realmente mantem qualquer pessoa viva – GOSTAR - em mais um sofrimento. Todo mundo carrega uma cruz, eu sei. Mas a minha já me deixou corcunda e mais uma pedrinha em cima e arrio.
Vez por outra tenho caminhado em direção de uma luz que aparece não sei de onde, e quando chego perto dela é um candeeiro. Tem sido assim também no amor. Embora seja ato divino jogar as mãos para o céu e agradecer se houver alguém que eu gostaria que!!! O futuro do pretérito nesse caso é motivo de alegria sim. Porem não há “vapor barato” que se aproxime de meu estado à flor da pele. É uma pequenez imensa a minha razão.
De vez em quando, divirto-me muito com meus olhos azuis. Escuto musica, converso e o tempo vai passando. Eu quero muito e não quero nada. Apenas estou a procura de um pouco de paz, em todos os apectos.
O amor deveria ser conquistado aos poucos e na medida da intimidade que se ganha. Porque temos que lutar contra nosso espírito perturbado, para ontem. Mas quanto antes nos apresentarmos, mais cedo estaremos livre do constrangimento de nós mesmos. Eu não creio no e quem vai sobrar dos tais caquinhos. Eu não espero por respostas. O meio é a mensagem e é a verdade que hoje jaz em mim.
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Paraíso Tropical - capítulo V - A última Lei
segunda-feira, 4 de junho de 2007
Paraíso Tropical - capítulo IV - Preciso de Férias
Sinto náuseas no peito
Assim,
Amo-te com meu coração nauseabundo.
Poderia levar a tarde a escrever
Não há mais palavras que o peso que me corcunda.
Eu não sou quem penso que sou,
Nem você.
Não compreendo meu corpo
Não reconheço meus olhos
Não aprendi a lidar com o poder.
Eu,
que sempre tive domínio de mim, até sobre o descontrole, dos outros,
E do que permito sentir.
Eu,
que não tenho talento para tirar proveito,
que não quero sentir o gosto de dinheiro,
que não quero ter meu gosto desfeito.
Não adormeço perdendo a fé no amor.
Eu,
tenho desejos incontáveis,
devo abrir o estômago,
vomitarei loucuras,
Convido para mim o fim.
Eu,
e os amores proibidos,
os pareceres dos divãs,
a linha tênue das relações,
Não estou para amar aos poucos.
Não me agrada discutir honestidade.
Eu ,
que não sei matar a mim,
ando matando o tempo,
ocultando as dores,
consagrando segredos,
orando por lágrimas que me aliviem,
E não consigo me aliviar de mim.
sábado, 2 de junho de 2007
Paraíso Tropical - capítulo III: Táis, Paula e Bebel
E devo admitir que acompanho o mimetismo.
Taís é uma comédia tesa;
Paula é louca: cheia de convicções;
e Bebel é a puta, prostituída pela vida, ama e é amada pelo cliente, sem admissões.
Ceticismo.
Estou repleto de convicções e ceticismos.
A vida não tem solução.
É um constante estar.
A felicidade só existe por instantes.
Eu posso confessar?
Quem além de mim é capaz de ser feliz com alguns minutos numa tarde de sol e chuva cobrindo a dor e as feridas Á Meia Voz?
É para lembrar, euforica e fantasiosamente, de todos os detalhes: do beijo, da cor, do gosto, do cheiro, do toque, do olho e das palavras.
É tudo instante passado.
É o coração apertado.
É não saber o que fazer.
É não saber no que acreditar.
Cair e levantar.
Sentir.
Dor.
Dúvida.
E viver.
Ando zen.
Zenoção.
sexta-feira, 1 de junho de 2007
Paraíso Tropical - capítulo II: Preste atenção: sou uma pombajira numa bolha flutuante a espera de uma bala perdida

quinta-feira, 31 de maio de 2007
Paraíso tropical - capítulo I: A teoria atômica do amor (minha vida é uma novela)

Entre gemidos, suspiros, sussuros
E como pele macia que transcende ao toque,
O amor.
Recaído sobre nuvens brancas e negras
Meu coração estilhaça-se em partículas inquietas
De amor.
Alva pele e alma de olhos miudos banham-me com a brisa serena,
O Afago.
Ao fogo, o amor alivia-me a dor.
Sofro de amor pueril.
O amor tem sido nada
Além de poeira descansada sobre os contos,
No peito.
Meu peito é feito de lágrima sagrada
Construo vales e rabisco córregos
Por onde escorre sangue.
E meu sangue tanto ferve que é preto
Minhas veias são de amor tonto e tanto
Que se houvesse mais o que dizer
Não existiriam crepúsculo ou aurora
Tom e Vinicius
Nem eu e você.
Mas amor é só enfeite,
À mesa.
A mesa vazia,
Meu corpo nu,
Minha carne crua fragrante
Com cheiro de agonia.
Ao pó.
Sono sem tortura.
domingo, 20 de maio de 2007
Luau MTV 2004





participar da cobertura do lual mtv 2004, onde pude acompanhar o inicio da ascensao da entao alternativa Pitty. Não gostava muito dela nao, hoje acho que a baiana deu uma melhorada no som e caminha, com abuso, para um bom futuro. Já Humberto, super tímido, sempre teve um som duvidoso. O cara é jóia, mas de fato Engenheiros ora soa agradavel, ora muito chato. enfim, nesse mundo mesqueinho do jornalismo, eu fico com o feito nas digitalizações acima.
quarta-feira, 9 de maio de 2007
Como cães, gatos, ratos e cavalos

Houve tempo que dormia ou despertava com um rato cheirando meu rosto do lado do nariz. Depois o rato enjoou do queijo coalho e partiu para ratoeiras onde o queijo era suíço. O rato ficou preso na pouco nova armadilha sem queijo, sem amor, mas já nao precisava mais andar pelos bueiros.

Daí imaginei que o cheiro do coração roído pelo rato fosse atrair um gato. O bichano apareceu. Felpudo, fofo, delicioso como todo gato é. Os gatos não precisam miar muito para que eu sirva leite. Só que o gato, que naturalmente tende a ficar na dele depois de saciado, percebeu que eu era um cachorro.

E foi-se. Deixou-me pelas madrugadas cozinhando lentilha, achando que era ração. Não era ração, nem havia mais o gato para servir.

Eu tenho que mudar de vida porque bicho nao compra carro.

Na próxima vida virei um cavalo. Suntuoso, caríssimo, belo, onipotente, alado.
E ainda terei o privilégio de quebrar as costelas da Madonna.

terça-feira, 8 de maio de 2007
Besta-fera
Vim exorcisar.A escrita, ela mesma é meu interlocutor, o único aliás que me deixa livre de julgamentos. Não que ela substitua seus lábios, mas se não posso senti-los, o que fazer com as horas?
É chão, chuva, prisão. Acordar para o descontentamento.
Depois de dar uma bordoada no amor fiquei com a cabeça partida. Uma avalanche de sensações desanimadoras. Se ao menos o telefone tocasse, eu sentiria vontade. Talvez levantasse das profundezas do raciocínio que não se completa.
O sono não vem e o apetite é desobediente. O cigarro já nao tem mais sabor. O tesão evapora. O coração é preto e só bate de ansiedade. Respirar? não sei do que se trata. Cerrar os olhos está impregnado no semblante. Chorar? se resolvesse... ou só se resolvesse.
Dos mandamentos do amor, dizem que temos que ir a luta mesmo quando não há resposta. Será que vale a pena ficar nu se o amor insiste andar vestido?
Gostaria de ser direto, mas não vou escrever uma peça onde apenas eu atuo. Não é um monólogo e meu coração não pode ser o único agente que deixa a vida - dos outros- de cabeça para baixo. Por maior que seja a dor e independente da impressão, eu sei que minha missão é apresentar-lhe uma nova realidade. A minha inquietação é que nao compartilho de reciprocidade. Eu também alimento ilusões e fantasias - que nao tenho certeza se são só ilusões e fantasias - que precisam de sua contestação. Eu também quero viver um mundo novo.
Sei também que nao posso esperar que invadam minha alma por terem-na compreendido, ou pela simplicidade do amar. Não sei se a ação do tempo mudará o amor em mim. Se houver tempo. Sei que fugir é um desperdício. Por que promovemos esse desperdício?
Eu me desconsertei, eu desperdicei.
Fui possuído pelos demonios capitais e não permiti que minha alma angelical falasse de mim em primeiro plano. Fui condenado por minha maneira de ser.
O caminho da felicidade é extenso e tortuoso e recomecei minha peregrinação. A vida é para quem espera pelo amor desesperadamente.
Sou bom e mau. Sou bem bom e mal mau.
segunda-feira, 7 de maio de 2007
Ro Ro
Ainda lidamos com o amor como se ele fosse possível. Não temos bondade para tirá-lo do mundo das idéias. Vivemos toda tristezasexta-feira, 4 de maio de 2007
A benção

quarta-feira, 2 de maio de 2007
Como se fosse a primeira vez

Ah! ouvi outro e resignei-me nos seus domínios:
Fui jurado para morrer de amor!
Passei a longevidade da solidão remoendo a infidelidade.
Claro que nao cheguei a conclusao alguma.
Meu coração é muito pequeno,
Não suportou o infinito do amor, embora ele seja particular.
Celular, automóvel, banco, festas, cartão do dia dos namorados,
Eu menti pra mim.
Por que é preciso palpitar o peito e temer as diferenças?
A vida é teimosa, não pára de passar a mão em mim.
Irei esbofeteá-la e contar pros diários que matei e morri por amor.
O remédio para o sofrimeto é sofrer a dor do novo amor.
Será que se eu perdesse a memória todos os dias e tivesse que recomeçar as histórias no dia seguinte, como se fosse a primeira vez, a vida deixaria de passar a mão em mim?
Tudo que tenho a dar saõ minhas palavras.
sábado, 28 de abril de 2007
Esse nosso estranho amor
De amor, ou do que ele esperava que fosse o amor sobreviveu.
Júlia era um dos fluídos de Samuel. Um amor latente, desprotegido, guardado na caixa do desconhecido. Nesta, Samuel, ruborizado, costumava depositar esperanças. Júlia, impiedosa, não continha o dom de dividir Samuel em pedaços. Na caixa do amor conviviam, obviamente, as dores e as alegrias: havia a carência-suprida-agora para onde fluía o amor imediato.
A menina de perfume doce que afasta a saudade alegre, que cobre de verniz os amores impossuídos, reparte-se em alma de muitas amantes. Ela despertava o medo, acendia a sandice.
Nas matinês, ocupadas pela mulher amante de face mil, a luz emanava da mãe dos que brigam na arena da liberdade, a bela que criou asas, fugiu do paraíso e pariu filhos batizados de demônios. À deusa pagã, Samuel se dirigia durante a aurora:
== Os sentidos indicam que é preciso ser profissional com as emoções. Quero que honestidade seja suficiente para ver o mar ao nascer do sol. Mas sei, antes, regras de jogo serão absorvidas e eu terei que aplicar xeque-mate. Dizem que os que realizam, embora sofregamente, o que gostam estão mais próximos do sucesso. Hoje consumimos substantivos próprios e gravamos nomes sem conteúdo.
Na inquieta manhã, Júlia silenciava. A mente da musa escondia as respostas que as estações protegem da ansiedade.
Quando se dispunha a levantar, Samuel era fisgado pela luxúria. O frio aguçava as intenções de um coração voluptuoso. Mas os beijos malogravam. A ternura se dispersava no abismo da falta de compromisso. Samuel dedicava retóricas egocêntricas, carregadas de intensidade.
== Tenho sensações conflituosas. Não vejo-me purificando os pecados num purgatório dantesco por causa da lascívia e sequer posso dizer-te da profundidade de minha dúvida. Prezo pelo poder dessa liberdade, porém confesso que o charme, não raro, sufoca e abandona os objetivos agonizantes. Em troca das palavras, deixo-te sentir ora a aderência, ora a repulsa de meu corpo. Os devaneios reprimidos e desnudos carimbam-nos de maturidade, receio, tesão. Sua alma precisa entender que meu espírito é par de muitos. Permita-me ejacular sem culpa.
Júlia não temia histórias nunca escritas e aceitava o amor descabido porque notívaga como era, reproduzia-o. Seu cheiro de erva revelava que amor não tem tempo nem domínio.
== Sua agonia é filha de sua preguiça Samuel – dizia Júlia. É incompreensível como podes carregar tamanho desequilíbrio. Tu precisas remediar, porque sei que existe um ponto de entrada em teus beijos flamíferos. Ah! Essa imensidão vazia que te enclausura. Estes teus olhos caídos que clamam por mim seriam erguidos se tu assumisses a luz retumbante de tua alma.
== Se eu pudesse entender, não hesitaria. A masturbação que ocupa minhas mãos agora impede-me de sair e pensar. Os sonhos so me chegam pela manhã e são arrebatadores. Desperto com o coração pulsante, fugindo pelas costelas. Ele dispara os devaneios impertinentes da madrugada, imagens de tormento, palavras que não alcanço, assim como não compreendo meu raciocínio. Eu não sei sobre o que descrevo. Porém independente da clareza ou incoerência dos meus prantos, o alívio acaricia-me quando posso confessar-me. Ditas ou escritas, minhas palavras quando chegam a tua consciência levam com elas meus tormentos e abandonam-me nu. Sinto-me feliz e livre ao repudiar meus pensamentos. Antes de teu veredicto, creia que assim meu coração esvazia-se para amanhecer carregado de declarações de amor por ti.
Julia apavorou-se impressionada com tamanho coração ardil. Para ela, o amor de Samuel transcendia a natureza deles. E continuou.
== Tua sorte Samuel está no teu coração sereno. A vida não deixar-te-á sozinho porque não temes dividir a dor
==Decerto, menina minha, não precisas sofrer o castigo vertiginoso de beber da loucura minha. Por obra da natureza ofereço-te os desejos que possuo e é tudo que há de ser dado como recompensa. Não posso pedir-te ou dar-te mais do que a vida fez-me.
Depois de mira-lo o quanto quis, Júlia franziu a testa e disparou inconformada:
== Eu sei que o sossego abra a porta para tua entrada quando tu satisfazes os teus desejos simples de compartilhar o desjejum à sombra de minha companhia e quando não tens dúvida que os votos cristãos estão assegurados por mim. Sinto tua esquizofrênica dor moradora desse mundo paralelo da (in) fidelidade que lutas para abandonar. Complexa parece, mas a equação do amor que emanas será solucionada se tu tiveres força para assumir que amas por demais. Creio que no teu peito vagueia meu sangue, embora atormente-me saber de teu corpo vagando pelo mundo. A quem pertence o fardo da decisão?
Conta a história que Samuel atarantado decidiu que não saberia responder e antes que o sono fosse embora novamente, resolveu largar o cigarro, guardar o espelho e deitar.
== Quiçá minha agonia tenha nascido hoje que exalamos cheiro. Amanha somos carne apodrecida sob a terra. Ainda não compreendo a dor e sequer a urgência divina.
E continuava em pensamentos que mais pareciam disparates. Decerto, não sentia a extremidade das decisões que tomava. Cortar o cabelo, por exemplo, era o experimento direto do efeito do tempo sobre a forma da atuação. Samuel depois de ficar careca, começava assim:

Samuel em tempo recente decidiu aderir ao que faltava-lhe a escrita. Acatou de um amigo a descrição da angustia que fulminava-o. No auge da segunda adolescência, ele compreendeu que não morrerá por isso, talvez de cirrose, mas não de amor.
desperdicio

Pela razão, nao vou desperdiçar meu amor para quem nao me quer, ainda assim, duelo. E quando a gente vai e volta é que percebe que muito ou pouco nada valem. É preciso apreciar os detalhes, de tudo, inclusive do amor. Suspiro constrangido, receio aos olhos. o dia tem sido frio e a noite densa. a tensao veio sempre e veio depois. sinto a perda pela vizinhança. resignação: nao amo sozinho, vejo do outro lado da rua que estremece. pare para respirar. Narciso insiste em dormir, mas nao me faz companhia. Sinto ansiedade pelo retorno, pela falta, pelo amor. o tripe apoia a angustia. o triangulo é tocado pela saudade que canta as desilusões do coração e da vida. há horas que deixo de existir. será que meu destino é querer mais do que posso ter e ser?Melhor assim. Ainda que o seja, se não o fosse, teria nascido carangueijo! mas o tempo nao anda pra tras. Vinho doce amargurado, paz, paciência, persistência... só o amor me leva para a berlinda.Ele que me justifica e mata, renasce, trasncende a justiça, devolve-me a mim.
remediado

Se o que não tem remédio remediado está,
olho
é como meu olho, de um lado, a azurra de outro, e no fundo, o tom da melancolia, que espero se torne apenas meu filho mais romantico, e assim o bom dia sai com halito de saudade e me afogo nos ares da dor do amor. amanha continua... mas o meu prazer está em lhe transformar num amor imprevisível as vezes parece ser muito frio. é apenas defesa. é preciso encarar o mundo. no fundo é puro romantismo e medo de se apaixonar. tem receio de amar. é sinal da decencia. eu perdi essa decência, e depois de ter perdido um amor, descobri que tenho que resgatar a decencia/inocencia. como diria clarice lispector, eu quero sim uma verdade inventada. depois será entendido que os principios e as crenças que nos apropriamos para suportar a vida, ou dar sentido a ela, sao inventadas, so que a natureza é mais crua que nossas ideias. ando meio ferido, e por isso, tudo me faz pensar e sentir e . o amor doi justamente porque revela os pontos fracos. ele não vai voltar
praticando o amor
e o amor... eu pratiquei na hora errada, além, eu achei que podia sentir a liberdade dentro do amor e nao podia. eu librianamente amarguei a doce indecisao do ser. ha liberdade no amor, mas eu somente depois entendi que nessa terra eu me redimi da verdade. e a verdade é que o tempo vale o tempo do amor, que com a terra nasce de novo. eu so teria uma chance. eu vejo o futuro e vejo o passado presente. é blasfêmico. amor e destino. a vida me levará até ele
clarice

Estava lendo "A Paixão Segundo G.H." , de Clarice Lispector, quando parei para lavar a louça, acredite, dar forma a desordem, e fui ate a pia de lavar roupa para pegar sabão. Lá,de súbito fui tomado pelo susto, uma lagartixa, branca quase transparente, morta, afogada nas aguas da chuva. " Não compreendo o que vi. E nem mesmo sei o que vi, já que meus olhos terminaram não se diferenciando da coisa vista. Só por um inesperado tremor de linhas, só por uma anomalia na continuidade ininterrupta de minha civilização, é que por um átimo experimentei a vivificadora morte. A fina morte que me fez manusear o proibido tecido da vida...eu sou a barata, sou minha perna, sou meus cabelos, sou o trecho de luz mais branca no reboco da parede - sou cada pedaço infernal de mim - a vida em mim é tao insistente que se me partirem, como a uma lagartixa, os pedaços continuarão estremecendo e se mexendo...de nascer ate morrer é o que eu me chamo de 'humano', e nunca propriamente morrerei." Para acrescentar ao perfil: “de morrer, sim, eu sabia, pois morrer é o futuro e é imaginável, e de imaginar eu sempre tivera tempo. Mas o instante, o instante este – a atualidade – isto não é imaginável...” sei apenas que a atualidade é desagradável. A urgência do tempo, do viver hoje, me é dada não como uma natural perspectiva de morte, suave, não é burguesa, que tem tempo de beber do Nada da água que alimenta a alma – apesar da parcimoniosa quantidade de alcoólatras do amor nesse caso – e também apesar da imundície dos mal entendidos, não tenho tempo para apreciações. E PENSEI QUE , NO FUNDO, EU NÃO ENTENDIA O AMOR, MAS DESCOBRI QUE O AMOR TAMBÉM NÃO ME ENTENDIA. A sensação é equivocada – a vida corre o risco de ser quase sempre um equivoco. Não, há ainda a alegria, ela é precisa, atemporal. Mas ate lá continuo sem ter tempo para a vaidade do ciúme. Recorrer hoje à vaidade é nutrir ate. E antes que se pense a vaidade como diabólica, lembre-se que ela é descendente da matéria de que é feito o amor. A sensação é de arraso, o arraso da dor da surra no pau de sebo da propriedade. É preciso muita sombra e água fresca, ainda que a custo, para matar a sede da paciência do tempo de tolerância. Amanha mais um dia para esperar nova e alvina alteração de perfil... “o sal de lagrimas nos teus olhos era meu amor por ti...ao meu beijo tua vida mais profundamente insípida me era dada, e beijar teu rosto era insosso e ocupado trabalho paciente de amor...”
traficante
Se me disserem mais uma vez que preciso de dinheiro para amar, não quero mais o amor. Se me disserem mais uma vez que nao posso badalar, também não quero mais usar anel. Se o trabalho pesado vai sobrar pra mim, não quero mais morar, vou partir, vou morar no mar, no ar vou abraçar a liberdade e beijar a solidão. É um interior perdido na cidade, pais e filhos andam pelos cajueiros enquanto os ETs contaminam o interior da estrada sexo, coração, drogas, saudade. sou um traficante de almas.
espíritos

Ah, meu espírito! alguém vai chutar a porta e me esfaquear aos gritos no mesmo instante,
Vt - catadora

ESCALADA
virgem de novo

COMO UMA VIRGEM, QUEBREI O HÍMEM DA INCERTEZA. TOCADO PELA PRIMEIRA VEZ, FIQUEI APAIXONADO POR MIM. A BELEZA, USÁ-LA COM UMA DOSE DE SACRIFÍCIO É IMORAL E FLAGELANTE. E ASSIM DOMO O PARADOXO DO PARENTESCO DO SUPERFICIAL COM O NECESSÁRIO. É UMA QUESTÃO DE ACESSO E TAMBÉM UMA QUESTÃO DE CULTO E SAÚDE E POR FIM, UMA QUESTÃO DE LIBERDADE. ADERIR A MASCULINIDADE OU A FIMILILIDADE TAMBÉM É UMA QUESTÃO DE TEMPO. NO PARTO DA MATURIDADE A PAIXÃO PELA VAIDADE.
a vida corre atras

Andei fugindo, Na verdade faz um ano que a vida corre atrás de mim
neologismo

DURANTE O BANHO ENTORPECIDO E FORNICADO UMA PAUSA DE INFINITOS COMPASSOS PARA O PAPIRO: MINHA TRAÇÃO PELO CAFUÇUSISMO É PURAMENTE FÍSICA, VOLUPTUOSAMENTE CARNAL.
frango
A melhor maneira de sentir o sabor do frango, pelo menos a minha maneira, é assado! também pode ser frito ou frango grelhado. sem duvida, prefiro o frango assado, ou ate o frito. Me parece mais natural. Já o frango cozido,embora quando bem feito seja delicioso, perde o sabor diluido na agua. E tempero demais atrapalha o paladar. Por isso prefiro sentir o gosto cru do frango assado. Me aborreço coma beleza quase sempre, mas queria um amor desses de novela para ver junto o por do sol que encomendei ate a velhice, quando a gente vai sentir a delicia da carne que nasce e lembrar da única obra realmente valiosa que deixaremos para tras: GENTE!
carnes
nao que alguém aquem dos padroes do simulacro ou seja, normal, natural nao tenha lá seus atributos lascivos, mas o corpo trabalhado, malhado, ou sarado como esta definida a boa carne pela massa sexualizante ,salta aos olhos. naturalemente a libido de sua propria carne é atraída para a boa carne e nesse mundo complicado é preciso muito jogo de cintura para articular com os de boa carne e compartilhar na sequencia. Esse desejo logo lhe levara para as academias. e só agora cai na real estou lá o antro do culto a saude, mais ao corpo,respira sexualidade. muita voluptuosidade está camuflada no ritual e no desejo de possuir a carne. carnes, o que elas indistintamente querem é degustar do que é gostoso e os desencanados vao saber separar o joio do trigo
escroto
voce sabia o que é ser excroto? pensou em putaria? também é,mas se enganou. o equívoco, eu explico: ser excroto é fazer jus ou justiça na maior cara de pau. porque a sua ou a própria pele arde sempre mais é intrínseco ao instinto de sobrevivência. ser amado, lembrar à saudade, receber recados... será o amor para mim? aqui nao. mas vou de encontro a boca, ha um beijo preso na garganta, e me afogo nos suspiros de um orgasmo adolescente. malemolente, o sexo cabe na palma da minha mão e devoro e à espreita, o amor está de sentinela.
que confusao

NAO ESTOU CONFUSO NEM TROCANDO A VIDA PELA MORTE
balela
Parece que sempre tem sabor de balela, mas apesar de tudo estou muito bem aos vinte e seis. diga-me que sou o melhor e conto como consegui, ou conte-me como conseguiu que digo que você é o melhor. se tenho meus olhos, sinto o mundo no horizonte, se nao me fotografo, terei o sonho tão distente quanto a lua
engasgado
E ontem me engasguei com a lagrima na ponta da língua ao ver cabeças brilhantes serem declamadas pelo tosco. o tosco alias esta ficando até cult/trash, uma diversão para ver e se distrair longe, claro, dos olhos graduados. um jornalismo míope no caso um desperdício! e a lua, a areia, o mar e a brisa me fizeram diferente. hoje por uma noite inteira namorei com a pureza da adolescência. sensação preciosa!
postos de trabalho
alguns postos de trabalho ou algumas rotinas dele ou ainda o sistema gerente parecem tiradas de ou colocadas numa clássica novela maquiavélica de Silvio de Abreu. Aí a vida diz nao e sem querer ou perceber, mudo de vida. porque a confiança no talento, a ponto de ainda acreditar no sonho, de paz na cama, acolhe a alma enquanto nao durmo. e estar aberto a vida nova, amar de novo é possivel, mas nas noites originais de "holloween" a balada inteira vem perguntar pelo passado
convenientemente viril
sair do conveniente ao nascer é o melhor que você pode ter na vida. voce nao deixa de ser uma pessoa e ainda tem a sorte de ser livre para experimentar a vida. nao é que nao existam convenientes que também tenham o prazer de experimentar a vida, mas estes, assim como os que ja nascem livres da conveniência, são poucos privilegiados. porque boa parte dos livres da conveniência, embora assim o sejam naturalmente, nao cairam na rede nem compartilham da incoveniência. E POR ISSO, AMBOS, CONVENIENTES E INCOVENIENTES, NESSE CASO, NAO SABEM O QUE É FAZER DA VIDA SEXO RESOLVIDAMENTE VIRIL E CONVENIENTE.
sem titulo
carnaval passado desfilei com as pernas laçadas pelo amor
Agora, ano pagão
fUi a excessos de aniversários e apenas tive que levar os parabéns
ao contrário do passado ano cristão,
a classe média me exigia assistir em tela fina e ontem a noite eu podia ver em preto e branco apenas,
amanhã estarei nas telas finas num domingo sangrento de notas maiores
minha receita: tomates, verdes fritos, ou goiaba com sal
quando criança gostava muito de carrinhos, especialmente os eletrônicos, e hoje troco o onibus pela pajero, na carona
isso é conversa de homem, barba no banheiro, em que sentido dói menos? antes da saída noturna, dois goles de vodka no gargalo e um cigarro complementar no final da noite
a janela dançante alivia o reverso direto, viagem, trabalho impecável! os mortos ressucitaram atormentam a selva de pedras
a vida à vista pasme, estou sovado.
Febre

Uma tarde febril foi o suficiente
praia
Verde para o mar
andar pela areia me faz recordar porque vim
um beijo, um final de semana impudico
reticencias noturnas, entreguei-me para o deleite
molestei a lua
AH! noites levianas
É setembro
tensões precedem o verão
a primavera na virada do ano me delega as paixões
as paixões divididas por quatro pares e primos
os corações poluem meus sonhos e me permitem escolher
escolherei, não ou mudarei o segredo do cofre
existe ainda uma porta livre para os olhos, as palavras e a saliva
entre!
de leve
leve, bem leve
que as ondas me levem a beira mar
a noite do desatino
roubei tuas impressoes da madrugada e transpus os beijos de uma noite perfeita
com eles purifiquei tua alma
estás feliz porque te joguei contra a história e desviei teu olhar para o imensurável
a continência do amor
os vícios imaculados
o frenesi do reencontro
os abraços intermináveis
não matamos a saudade
rotação
COMEÇO O DIA ARRANHANDO OS VINIS
O RUÍDO CONFORTA
MAS JÁ SABIA QUE IRIA MERGULHAR NO TURBILHÃO DAS ANGÚSTIAS
ME PREPAREI PARA O POSTO E PARA O OPOSTO
SÓ NÃO ME DEI CONTA AINDA DA VIOLÊNCIA DA MARÉ
FUI TRAGADO PELAS ONDAS DA PAIXÃO E ESTOU PRESTES A MORRER AFOGADO
DO AMOR AINDA NAO ENTENDI
POR QUE SABEMOS QUE DOERÁ
MAS NÃO RESISTIMOS E ACEITAMOS AS ESTACAS NO CORAÇÃO
NÃO DEMORE PORQUE O TEMPO LEVA
EU DEVERIA CASAR COMIGO PARA NÃO TER QUE ESPERAR... MAS SE É INEVITÁVEL QUE MEU PEITO SANGRE
JÁ SEI TAMBÉM QUE QUANDO ESTANCAR COMEÇA TUDO OUTRA VEZ...
O MUNDO SABIA

antes eu abria a porta
aberto para balanço

FECHANDO PÁGINAS PARA FUGIR DA REJEIÇÃO
choveu

E TUA PELE ESQUECEU O CHEIRO EM MEU PESCOÇO E A AGUA FRIA DA NOITE CHUVOSA NAO APAGOU A CHAMA DA SAUDADE
diminuto

Diminutivos pra cá, apelidos carinhosos pra lá.
carne viva

À luz da fumaça que tragavas retiro os lençóis da saudade e sigo pelas ruas da ausencia
paciencia

vem tudo
sexta-feira, 27 de abril de 2007
a boa

Uma Pitu com laranja me lembra uma passagem.
Pensava que meu primeiro gole com uma bebida havia sido num batizado familiar.
Imagino dez anos de certa inocência.
Fui permitido experimentar a cerveja,
Por isso ate hoje prefiro antarctica.
A verdade é que foi a primeira dose consciente.
Guardo ainda a lembrança do que deveria ser tutor,
Bêbado de punho laminado em riste e um corte na camisa que eu vestia.
E depois experimentei da cachaça.
Não gostei, claro. É um sabor muito esquisito.
E olhe que álcool acompanha um cigarro apagado no umbigo fraterno.
Nunca troquei uma palavra.
Sei que a hora passa e terei nada a dizer
A não ser o avesso do perdão.
É o ego.
À liberdade.
Ao amor.
Ao futuro.
Um gole.
Tim tim!
Eu e você já deveríamos saber que a vida é curta demais para temermos.
E sei.
Sou feliz por gostar da tristeza.
O dia que oficializamos não passa do plano terreno.
A alma está pura desde quando a brasa acendeu o amor
22 de julho 2006
Como uma virgem ( Feliz ano velho)

flores

quem sou eu parte II

quem sou eu, parte I

Um arranjo produtivo de letras graficamente mais expressivas do que os dígrafos que voam rentes pelo espaço fonético do planeta oral. Assim, penso que o enredo das histórias dos humanos de carne e osso, mais carne do que osso, será sempre contado nas 1ª e 3ª pessoas do singular. À luz do foco Alma, as personagens Alegria, Sofrimento, Angústia, Fecilidade, Fortuna e Amor sao casadas entre si e convivem obedecendo às regras da Gramática da Lingua da Vida - e cometem incesto, claro. Mas quando o Homem é abençoado pela formosura convence quase sempre, ou sempre convence pelos olhos os olhos de quem não pôde decifrar as entrelinhas do foco. A dona da história mesmo é também a personagem de regência nominal das relações: o Amor ao conviver com os picos de irritação das outras personagens se enfeia. Se bem que, em certos parágrafos, roupa nova, um bom perfume, música e companhia apraz são objetos intransitivos que embelezam, aliviam e cerram os por vir insofridos raios do sol de verão e Eu, Tu e Eles ficamos belos. Porém há tantas sílabas tônicas nos diálogos do Amor quanto átonas nas sentenças dos figurantes derivados do polissêmico Sofrimento. Aqui não tem jeito, a Fortuna deforma a formosura do sujeito. A crônica da vida caminha para um desfecho que aponta para o futuro. O que o brio costura, a tesoura do tempo vai retalhando: o manto da loucura. PS.:A nota final da redação promete lograr para o desatino. Os profetas anunciam que acima da média.



