quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Música

Para bom entendedor, poesia desta madrugada.
Williams Vicente


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Balanço de rede

Quando o peito dispara
Deito minha alma sobre o balanço
Minha face esmagada
No cordão da angustia
realça a marca da expressão de uma agonia
Do não
Do querer
Sem entender
Como se pode fugir de si mesmo
Aquela nota do piano
Que diz mais que todos os planos
O vento que sopra ao ouvido
Que não há castigo
Que ensine a viver
Mais que amar e sofrer

domingo, 1 de julho de 2012

Céu de São Pedro

O pranto
É passado
O desejo
A lua aponta
O segrego
Eu guardo nos lábios
O renascimento
É a contradição da saudade
Alegremente triste
Alento
A tempestade de sol pela manhã
Vento
Clarão que abre caminho
Até a Divina Trindade
Teus beijos são
No meu rosto um triangulo
Na ponta, o desenho do amor



sábado, 18 de fevereiro de 2012

Fevereiro

Dentro queima
Arde agora quebrante
Amor vem inebriante
Tonto e calmante
Só uma canção pode levar
Rasgar a sobriedade
Da minha negação
Em vão poupei a melodia
Em todo tempo lembrei
Que o medo me lembra
Do tempo que cura
Do segundo que mata
Da hora que não passa
Dos dias que nunca mais voltarão
Segurei cada ponteiro
Para eternizar a noite
E abraçar o dia
Para você não partir
A voz me derrubou na rede
E embalou minha tristeza

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Canção da meia noite

Não sei bem
Se
Deixei com você meu drama
Meu carinho, meu peito aberto


A saudade espatifou meu coração
Os estilhaços estão espalhados
Pelo vazio do meu quarto
Agora ocupado 
Pelo som do silêncio do teu ronco


O tempo não teve pressa
Me despertou
Daquele sono do desapego
Sonhei mil beijos
Beijei no escuro

Olhei pela fresta
Encontrei tua alma entreaberta
Sem licença
Entrei
Pela porta emprestada

Restou na madrugada
O meu cheiro no lençol
O teu canto no meu canto
O que tenho de amor