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Meu egoísmo é doce e bonito
Sempre fui um ser repleto de amor,
Se trata de nós,
bichos prazerosamente complicados na terra
Amor outrora latente, mas amor
Tomar banho para quando você chegar
Vou e volto
Chego agora quase essa hora
Boêmia aprisionada
Retorno da parte
Aprendendo a conviver
Eu faço o que gosto
Compenso com o que escolhi fazer
Lido com a vida
A solidão é so mesmo
Eu fico só para entender que faço minha comida
Moro
A solidão, ela me acompanha sempre para me lembrar do amor
Eu vivo disso
Vivo de escrever
Minha escrita está se acabando
Mas não a resumo a coisa bonita
Naõ pareço ser uma pessoa boa
Faz bem ser uma pessoa boa
Com paixão e medo pelo eu
Vamos todos para mais do mesmo
Seremos comidos debaixo da terra
2 comentários:
Você afirma que é um ser repleto de amor, mas parece não carregar no semblante e nas atitudes a afabilidade das pessoas felizes... Felizes justamente porque deixam o amor tomar conta de ser.
Em determinados momentos, sua figura mostra-se obscura, com olhos tristes e sorriso compelido. Quase sempre seus diálogos são monossilábicos e seus cortes bruscos de assunto (encerrando uma conversa) beiram a rispidez, como se estivesse num estado perene de impaciência!
De uns tempos pra cá, tenho enxergado mais vaidade que sensibilidade em seus textos. Cadê a energia de outrora? Onde está o sabor das palavras? E o mel de suas metáforas cheias de espontaneidade? E o mito na caverna? E o bom humor?
Está tudo escondido, perdido em algum labirinto? Ou tudo agora resume-se ao Mossoroense?
sim,tenho resumido-me ao Mossoroense. Mossoro queima juízos
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