domingo, 6 de janeiro de 2008

Espias



Meu egoísmo é doce e bonito
Sempre fui um ser repleto de amor,
Se trata de nós,
bichos prazerosamente complicados na terra

Amor outrora latente, mas amor


Tomar banho para quando você chegar
Vou e volto


Chego agora quase essa hora


Boêmia aprisionada


Retorno da parte
Aprendendo a conviver
Eu faço o que gosto


Compenso com o que escolhi fazer


Lido com a vida
A solidão é so mesmo


Eu fico só para entender que faço minha comida


Moro


A solidão, ela me acompanha sempre para me lembrar do amor
Eu vivo disso


Vivo de escrever


Minha escrita está se acabando


Mas não a resumo a coisa bonita


Naõ pareço ser uma pessoa boa


Faz bem ser uma pessoa boa


Com paixão e medo pelo eu


Vamos todos para mais do mesmo


Seremos comidos debaixo da terra

2 comentários:

Freddy Simões disse...

Você afirma que é um ser repleto de amor, mas parece não carregar no semblante e nas atitudes a afabilidade das pessoas felizes... Felizes justamente porque deixam o amor tomar conta de ser.

Em determinados momentos, sua figura mostra-se obscura, com olhos tristes e sorriso compelido. Quase sempre seus diálogos são monossilábicos e seus cortes bruscos de assunto (encerrando uma conversa) beiram a rispidez, como se estivesse num estado perene de impaciência!

De uns tempos pra cá, tenho enxergado mais vaidade que sensibilidade em seus textos. Cadê a energia de outrora? Onde está o sabor das palavras? E o mel de suas metáforas cheias de espontaneidade? E o mito na caverna? E o bom humor?
Está tudo escondido, perdido em algum labirinto? Ou tudo agora resume-se ao Mossoroense?

Unknown disse...

sim,tenho resumido-me ao Mossoroense. Mossoro queima juízos