Majestosa seja tua sombra
Que ampara com um sorriso
E acalenta longe dos raios da solidão
Porque irradia, mas não queima
Segura com a alma a minha mão
A noite tem ceia
Fartura de espírito
Coração singelo
Cílios frenéticos
Franqueza e mistério
Roubo-lhe um pedaço de simplicidade
Escondo sob meu peito
E distribuo amor sem que tu saibas
Procuro frases pequenas
Porque tua vida já esta abotoada
Bebe do cálice messiânico
Perspícua embevecida
Às vezes rusguenta
Às vezes rutácea
Às vezes dulcícola
Em Terra é despojada
Do Outro lado amor latente
Secreta nuança
Eterna nubente
Nutriz da paz
Não que seja anjo
Sim azagaia do acordo
Na ponta da lança
A brancura da neve
Os acordes de inverno
Espiritista e estoica, porém
Os cabelos ondulados pelo vento
Deixam rastro de sensibilidade
Deseja e sucumbe
Aos serafins
Senilidade a flor da pele
A mente sempiterna alcança o tom
Tua fragrância é terrena e celeste
Jovial Maria,
Eis minha peroração
Para Marbenes Maria Maia, da série Meninas Veneno
Mossoró-RN, 24 de dezembro de 2011
Williams Vicente

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