sábado, 2 de junho de 2007

Paraíso Tropical - capítulo III: Táis, Paula e Bebel

A vida é um folhetim, ou pelo menos assim, ela se torna torna suportável se conseguimos olhar de e por fora.
E devo admitir que acompanho o mimetismo.
Taís é uma comédia tesa;
Paula é louca: cheia de convicções;
e Bebel é a puta, prostituída pela vida, ama e é amada pelo cliente, sem admissões.
Ceticismo.
Estou repleto de convicções e ceticismos.
A vida não tem solução.
É um constante estar.
A felicidade só existe por instantes.
Eu posso confessar?
Quem além de mim é capaz de ser feliz com alguns minutos numa tarde de sol e chuva cobrindo a dor e as feridas Á Meia Voz?
É para lembrar, euforica e fantasiosamente, de todos os detalhes: do beijo, da cor, do gosto, do cheiro, do toque, do olho e das palavras.
É tudo instante passado.
É o coração apertado.
É não saber o que fazer.
É não saber no que acreditar.
Cair e levantar.
Sentir.
Dor.
Dúvida.
E viver.
Ando zen.
Zenoção.

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