Sinto náuseas no peito
Assim,
Amo-te com meu coração nauseabundo.
Poderia levar a tarde a escrever
Não há mais palavras que o peso que me corcunda.
Eu não sou quem penso que sou,
Nem você.
Não compreendo meu corpo
Não reconheço meus olhos
Não aprendi a lidar com o poder.
Eu,
que sempre tive domínio de mim, até sobre o descontrole, dos outros,
E do que permito sentir.
Eu,
que não tenho talento para tirar proveito,
que não quero sentir o gosto de dinheiro,
que não quero ter meu gosto desfeito.
Não adormeço perdendo a fé no amor.
Eu,
tenho desejos incontáveis,
devo abrir o estômago,
vomitarei loucuras,
Convido para mim o fim.
Eu,
e os amores proibidos,
os pareceres dos divãs,
a linha tênue das relações,
Não estou para amar aos poucos.
Não me agrada discutir honestidade.
Eu ,
que não sei matar a mim,
ando matando o tempo,
ocultando as dores,
consagrando segredos,
orando por lágrimas que me aliviem,
E não consigo me aliviar de mim.
Um comentário:
Vicent,
que não sei matar a mim,
ando matando o tempo,
ocultando as dores,
consagrando segredos,
orando por lágrimas que me aliviem,
E não consigo me aliviar de mim.
simplesmente perfeito!!Bravo!!
beijos da Lady Vania.
Postar um comentário