quarta-feira, 9 de maio de 2007

Como cães, gatos, ratos e cavalos


Houve tempo que dormia ou despertava com um rato cheirando meu rosto do lado do nariz. Depois o rato enjoou do queijo coalho e partiu para ratoeiras onde o queijo era suíço. O rato ficou preso na pouco nova armadilha sem queijo, sem amor, mas já nao precisava mais andar pelos bueiros.








Daí imaginei que o cheiro do coração roído pelo rato fosse atrair um gato. O bichano apareceu. Felpudo, fofo, delicioso como todo gato é. Os gatos não precisam miar muito para que eu sirva leite. Só que o gato, que naturalmente tende a ficar na dele depois de saciado, percebeu que eu era um cachorro.






E foi-se. Deixou-me pelas madrugadas cozinhando lentilha, achando que era ração. Não era ração, nem havia mais o gato para servir.


















Eu tenho que mudar de vida porque bicho nao compra carro.






Na próxima vida virei um cavalo. Suntuoso, caríssimo, belo, onipotente, alado.








E ainda terei o privilégio de quebrar as costelas da Madonna.








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