
Ah! ouvi outro e resignei-me nos seus domínios:
Fui jurado para morrer de amor!
Passei a longevidade da solidão remoendo a infidelidade.
Claro que nao cheguei a conclusao alguma.
Meu coração é muito pequeno,
Não suportou o infinito do amor, embora ele seja particular.
Celular, automóvel, banco, festas, cartão do dia dos namorados,
Eu menti pra mim.
Por que é preciso palpitar o peito e temer as diferenças?
A vida é teimosa, não pára de passar a mão em mim.
Irei esbofeteá-la e contar pros diários que matei e morri por amor.
O remédio para o sofrimeto é sofrer a dor do novo amor.
Será que se eu perdesse a memória todos os dias e tivesse que recomeçar as histórias no dia seguinte, como se fosse a primeira vez, a vida deixaria de passar a mão em mim?
Tudo que tenho a dar saõ minhas palavras.
3 comentários:
Caro amigo Williams Vicent, teu blog é tão especial o quanto você; são palavras ricas e profundas que são inseridas com muitos sentimentos em teus lindos textos. Em relação a este último, não se feche para o amor, porque por mais dolorido que seja alguns desencontros, outros são maravilhosos!! E quem nunca ouviu aquela frase: Um amor só é curado com um novo amor?? Então se permita e seja feliz amigo, porque nesta vida o que mais precisamos é ser felizes, pois diferenças são superadas, afinidades são criadas e um grande amor sempre irá marcar nossas vidas!! Pois se não acreditarmos nisso, a vida não tem graça.
"Tudo que tenho a dar são as minhas palavras."
Querido Vicent, é gratificante constatar que a sensibilidade é a sua companheira inseparável. Pessoas como você - que conseguem enxergar num grão de areia o infinito - são escassas no mundo.
Gostaria que você conseguisse encarar a paixão de uma perspectiva positiva. Se seu coração não foi grande o suficiente para comportar o infinito do amor, busque as paixões, que são menores e efêmeras, mas não menos interessantes de se viver. Abra o azul de seus olhos à imensidão do mar da vida e seja uma pessoa de alma feliz!
Ficar triste de vez em quando? Claro! Somos humanos, embora não seja muito inteligente estagnar-se por conta de uma desilusão. Ajudar os outros pode ser uma boa solução para esquecer o peso nos próprios ombros. "Essa já não é mais a época de se ligar na própria dor".
Algo que não me deixa ficar triste por muito tempo é a minha relação de carinho e amizade com as palavras. Através delas, eu posso ser eu mesmo, e também posso personificar coisas e criar personagens, os quais, na verdade, não passam de frações de minha própria essência: o "eu racional", o "eu sozinho", o "eu crítico", o "eu (in)dignado", o "eu amante" etc. Enfim, EU, e nada mais que eu mesmo!
E sigo assim: tropeçando e me reerguendo, mas amando sempre! Como diria Djavan, espero que o amor não se perca de mim, enquanto puder...
Grande abraço!
Obs.: continue escrevendo suas "aresias", pois elas são dotadas de uma sensibilidade ímpar!
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