Ainda lidamos com o amor como se ele fosse possível. Não temos bondade para tirá-lo do mundo das idéias. Vivemos toda tristezaque é dada porque o amor não se entede ao som da bossa.
O amor desafina ao tocar o samba das condições. Preferimos dormir embalados pelas notas do orgulho e da angústia, para variar. Dormimos?
São dias em que não encontramo-nos, não despedimo-nos e permanecemos perplexos com nossas fraquezas. Ah! se pudéssemos deixar o amor para lá. Voce pode?
Eu não posso. Eu quero é mais. Eu quero, mesmo em sonho, ouvir bom dia e obrigado. Eu é que estou obrigado. Eu sinto e alivio os instantes. E não sossego. Convalesço, resigno-me, ando de um lado para o outro, repudio, rebelo-me.
É devaneio, liberdade, necessidade, ilusão, vaidade, adestramento, doutrina? o quê que impede onde esconde-se?
Depois vem os 30, os 31, 32 e continuamos pensando e falando aresias porque nao temos nada melhor para fazer. O mundo é louco.
Colocaram cachaça na minha mamadeira. Tenho talento para deixar o legado de impressões horrorosas. O mundo é um horror. Mas dizem que a vida é maior. A compaixao está falida.
2 comentários:
Amigo, teus textos são incríveis..
Invade a alma.
Houve uma época em que eu escrevia vários textos com esse teor, mas decidi não mais redigi-los, pois aquilo me fazia sofrer e aumentava mais a minha angústia e o temor da solidão. No entanto, Vicent, ao me deparar com teus escritos, é como se eu estivesse dizendo tais palavras. Elas exprimem quase tudo que eu ainda sinto, mas hoje reluto em expressar através da escrita. Solidão apavora. Ingratidão entristece. Paixão cega. Ódio mata. O amor é que alimenta. (Mas onde está o amor?).
Por tais razões, é que só tenho concebido textos sobre amenidades e outros assuntos que fogem às questões do coração.
A propósito, até atualizei meu blog "Café Cultural" novamente. Dá uma passada d'olhos lá...
Abração, amigo!
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