Derreto a vida
Derretendo as vísceras
Pela noite afora
Ou pelo dia adentro
Tanto faz
Os lençóis desse asfalto são amargos
Me dispo para derramar a saliva
Ácido repugnante a vida
Contraio minhas entradas
Porque nada na pista desliza
Porque os aparatos dos pés não sustentam
Pulsante, pregos que furam minha pele para escorrer o suor
Para drenar a inexistência
Chuva caia sobre mim para estancar o sangue
Que o sol interfira sobre as cicatrizes
O crepúsculo deixará o capital desnudo
A capital tirou a roupa e rasgou
Minha razao
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