
06/03/2006 10:04:36
Diminutivos pra cá, apelidos carinhosos pra lá.
Diminutivos pra cá, apelidos carinhosos pra lá.
Previna-se, não adianta ter boa vontade. É preciso entrar no jogo se você quiser sobreviver. A vaidade, a vontade de aparecer das cabeças alienadas sempre falam mais alto do que a ética ou o bom senso. Todo mundo quer ser artista. Portanto, saiba que você vai aprender a lidar com a vaidade alheia. Lidar com as panelas, lidar com gente que você sabe que não é melhor que você, mas está sempre por cima, pelos conclaves sociais, pela proteção do status quo. Alienadas, elas entram num processo continuo de emburrecimento imperceptível para si mesmas. Uma espécie de cegueira das próprias limitações. E nós, vaidosos de verdade, modestos, bons de cama sem pudicícias para assumir que estamos além, permanecemos sob a tutela das falcatruas do simulacro e sob a guarda medonha e vergonhosa da burguesia, que esteriliza os que, ainda que medíocres, têm algum traço de lascívia e talento. A natureza – o bom , o belo ou o feio, o verossímil - não se compra. É parida! Elas, as alienadas ou alienantes, desfilam pelo fio tênue da misericórdia. Na passarela do superficial e do artificial: Hamlet acéfalo.
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