sexta-feira, 27 de abril de 2007

despedida

08/02/2006 15:46:36
Me despeço da breve rotina
E pergunto onde ficam as pontas das estrelas que abrem as portas para a vida?
Pensei que a morte me comeria hoje
Desço os degraus das ruas do inferno diariamente
E queimo as vísceras com as chamas de meus desejos
Porque é preciso perder o pudor de ser gostoso
Porque é necessário alimentar a beleza da natureza que me é nata
Porque a matéria é um não-acontecimento
Porque o sangue escorre pelos bueiros
E se o fim é covardia ou heroísmo
Ou se a alma insiste em mandar algum recado
Peço benção a Epicuro
E vou penetrar e gozar n(a) vida
O consolo esta na gala que se expele
Esta na festa de gala, traje esporte fino de logo mais a noite
É a vida!
Uns amam, outros fazem de conta.
Outros sao tao mesquinhos que em busca do amor,
Ou da ilusão do amor respaldado pelos conceitos
Burgueses, alienados, playboys filhos da puta
Caem na promiscuidade secreta e posam de santos.
Porque o problema nao esta na promiscuidade
Cada um trepa/fode com quem quiser e quantas vezes quiser
A miséria esta em nao assumi-la
E tome isso como uma falsidade que serve para qualquer area da vida.
E vivam as gozadas!
E vivam as brincadeiras com as palavras
Para te dizer absolutamente nada

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