08/02/2006 15:40:26
Tenho alimentado o espirito de beleza.
absorvido o conforto abortado pela futilidade
no mais, é perda de tempo, me disseram...
e assim o dever ser
a beleza parida não se desgarra do cordão da atitude
assim como o coração jamais esconde as veias calejadas de paixão ou petrificadas de sofrimento
apenas sei, diria o filósofo, que nada sei
que procuro o equilíbrio para as neuroses por um lado,
coragem para enfrentar o simulacro e os dissimulados por outro,
ser dissimulado para andar de maõs dadas
romantico
puta
hoje o que será indelevel?
amor, sexo honesto ou a eternidade das gozadas efêmeras?
mas...o que será sexo honesto?
a relatividade de seus desejos
não devo é fugir da placenta do destino
se é que ele existe
melhor é segurar no meu pau
beijar, cheirar, sentir
ejacular
e dormir preso ao suor esperando seu bom dia
sem pudicicias nos bordeis da vida ou orando pela honestidade da carne
esqueço agora a beleza
nutro a alma com a alma
lacrimejo, latejo pelo amor
pelas pernas entrelaçadas
pela angustia de esperar
pela ânsia da saudade
pela roquidão em repetir que amo-te
aguardo! porém o que não se explica, vive-se
e deixo póstumas as conclusões
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