sexta-feira, 27 de abril de 2007

quem sou eu parte II


Imenso. Tão longo quanto a homeopatia das madrugadas. Eu me trato. Tu te tratas. Ele se trata ainda que submetido à abstinência dos Mutantes. Adepto do gerúndio: perdendo a força, entrando pelo ralo depressivo. Angústia dosada em gotas. O que faz mal também faz bem quando algemado à expectativa de alimentar a vida com o uníssono amor da carne e da alma. Mas a vida é homicida e adora assassinar a esperança com tiros de pré-conceitos. Pará além do amor antídoto, há a bifurcação: viver ou nao viver. E aquele manto da loucura retalhado pela tesoura do tempo desaparece como se nunca houvesse tecido. Lembrar-me-ei que amor é sobrando o que tenho apenas. Enquanto nao durmo, a beleza esvai-se em rugas e olheras. Concluo que as horas são inimigas, porém provedoras de espírito.

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