
06/03/2006 10:03:16
À luz da fumaça que tragavas retiro os lençóis da saudade e sigo pelas ruas da ausencia
À luz da fumaça que tragavas retiro os lençóis da saudade e sigo pelas ruas da ausencia
cruzo com as indecencias do amor
os olhos nus se desesperam em tuas mãos, mas o cinismo do amor desperdiçado
a saliva do amor no simulacro
ah! como lamento a perfeição, a imaturidade melhor prescindir do equilíbrio, das pretensões polir a loucura,
as contradições o resultado: a liberdade dos encantos e desencantos da dor, da língua, das palpitações do conhecido e do desconhecido
por isso nao interessa a razão
sim abro feliz e com poder todas as portas da lascívia
o deleite da alma ao se esfregar em outra alma tem gosto de carne viva à vida
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